Artigos

Um olhar profissional sobre uma ciência estudada

Como a alimentação pode ajudar na infeção com coronavírus? 

(COVID-19)

O coronavírus (COVID-19) é o tema do momento de todos os portugueses, e mesmo nas conversas "banais" do dia-a-dia, do estado do tempo, entre outros assuntos, acabam por ser substituídas pelo "vírus da china".

Apesar desta doença ser originada por um vírus, a causa está identificada, e por isso, medidas simples de higiene (lavagem das mãos, tossir para o braço, respeitar a distância de segurança, etc), são uma das melhores formas de prevenir a doença. No entanto, existem outras estratégias que podem ser aplicadas no sentido de reduzir o risco de aparecimento da doença. A alimentação entra aqui. 

Tendo em conta a contra informação que existe atualmente, gostaria de clarificar que nenhum alimento tem potencial de curar esta doença, pelo que qualquer informação que seja divulgada nesse sentido é claramente falsa. No entanto, não quer dizer que a alimentação não é importante, ela pode afetar o nosso sistema imunitário (as nossas defesas). 

A alimentação ajuda a tornar-nos imunocompetentes, ou seja, dito de uma forma simples, se nos alimentarmos de uma forma correta, com uma alimentação variada e equilibrada que nos forneça todos os nutrientes que o organismo necessita, conseguimos melhorar o funcionamento das nossas defesas, dentro das capacidades individuais de cada um. E isto é particularmente importante no contexto atual, pois o COVID-19 é um vírus que pode ser destruído pelo nosso sistema imunitário. 

Atualmente sabe-se que são vários nutrientes que têm um papel decisivo no funcionamento do sistema imunitário. Destacaria três vitaminas A (ex: fígado, ovos, tomate, cenoura, agrião, abóbora, couve, batata doce), C (ex: kiwi, laranja, salsa, grelos, couve, agrião, morangos) e D (ex: óleo de fígado de bacalhau, peixes gordos, solha, ovos, cereais fortificados em vit.D) . Estas três vitaminas são fundamentais não apenas para proteger as nossas células de agressões externas, mas também no funcionamento dos glóbulos brancos. Ao nível dos minerais, destaco o zinco (ex: carnes vermelhas, marisco, leguminosas, frutos secos, linhaça, lacticínios) e o selénio (ex: peixe, lacticínios, ovos) que, juntamente com as vitaminas referidas anteriormente, são indispensáveis para a ação eficaz dos glóbulos brancos. 

Por fim, refiro a gordura ómega 3 (ex: sardinha, cavala, atum, salmão, arenque) que parece ter um papel muito importante na resposta inflamatória. 

Concluindo, é claro que a alimentação pode ter impacto direto no funcionamento das nossas defesas, sendo este mais um argumento a valorizar. Variar na alimentação, ter cuidado em fazer boas escolhas alimentares é claramente decisivo para evitar que o sistema imunitário não fique fragilizado, e deste modo nos preparamos da melhor forma para combater o coronavírus. Também de acordo com a ciência, parecem existir evidências que a prática de exercício físico, a qualidade do sono, a hidratação equilibrada, uma boa higiene oral, rir e a diminuição do stress, também contribuem de forma muito importante para o correto funcionamento do sistema imunitário. 



Outros artigos?

Mobirise

 Apenas 4,4% dos portugueses consume a quantidade de sal recomendada pela OMS.

O que está a ser feito para melhorar panorama atual?

Mobirise

Ano Novo, Vida Nova 

É comum no início de cada Ano Novo, o estabelecimento de objetivos pessoais, profissionais, espirituais, religiosos, económicos, desportivos, etc.

Mobirise

Doenças crónicas não transmissíveis e a prevenção

As doenças crónicas não transmissíveis constituem, hoje, a principal causa de morbilidade e mortalidade nas sociedades desenvolvidas.

Já nos segue nas redes sociais?

© ACNutrição - All Rights Reserved

‌

AI Website Builder